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3 Pontos de Vista

Tipos de Colegas de Trabalho

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Já está tudo de volta, para mais uma ronda em lides laborais. Assim se quer, pois precisamos de ser um país mais produtivo, com gente empregada e a contribuir para a economia nacional.

 

Aí está mais um ano! A esta altura, muitos já fizeram a análise ao calendário para ver quantas pontes vamos ter, alguns terão colegas novos e outros reencontram os velhos. Como também pertencemos a esta espécie de hominis operarius partilhamos convosco algumas variantes de colegas de trabalho.

 

Desarrumado: O que ocupa toda a sua área de trabalho e ainda se expande para o espaço dos outros. Tudo está aleatoriamente distribuído e o seu local de trabalho é um verdadeiro altar de poluição visual. À desordem junta-se um pacote de bolachas vazio, o talão das compras do supermercado ou o brinquedo que o puto deixou cair no carro.

 

Lento: Raramente compreende qualquer coisa à primeira, já está com dúvidas ainda a frase não acabou. Quase sempre põe o dedo no ar com um ar triste e de quem vai desfalecer. Mas na maioria dos casos compensa com cordialidade e está sempre muito atento.

 

Tóxico: Expele o seu veneno por todo o lado, não é discreto nos cochichos e não usa filtro quando manda bocas. Opta por se fazer notar e tem a capacidade de deixar as vítimas indispostas e atordoadas.

 

Bobo da Corte: Indispensável em qualquer local de trabalho - o faz rir de serviço. Nada o deixa mais feliz e não espera pelas pausas para mostrar os seus dotes de caçador de gargalhadas.

 

Turista: Passa o dia a viajar por todos os spots e pela internet, por isso tem sempre um vídeo, uma imagem, uma música para partilhar. Nem sempre o sentido de oportunidade é uma das características que lhe assiste. É daquele tipo de colegas a quem por vezes apetece dizer: “Opá, trabalha lá um bocadinho!”.

 

Gralha: Fala, fala, fala, mesmo que ninguém o esteja a ouvir, alguns destes espécimes nem precisam do contacto visual, disparam para todo o lado. É detalhado e por vezes exige atenção, é capaz de provocar nas vítimas um desespero que anula o sentido de cordialidade. Quase sempre a conversa é desinteressante, enfadonha e trivial.

 

Sacristão: A sua ambição é ser o preferido do chefe, por isso bajula-o repetindo o que acabou de dizer, sorri exageradamente chegando por vezes próximo da vénia ou então acena constantemente a cabeça em concordância durante a oratória do chefe.

 

Alienado: Trata-se de uma espécie altiva, que demonstra dificuldade em estar em grupo, reage lentamente e com pouca iniciativa. Vive quase sempre num mundo à parte e sempre que pode reveste a pelagem com fones ignorando tudo ao seu redor. É discreto e, por vezes, não se dá por ele, até porque cumprimentar os outros pode perfeitamente passar-lhe ao lado.

 

Cravas: Palavras para quê?! O conhecidíssimo “empresta aí que depois...”, “podes dar-me que depois...”, etc. Da bolacha ao iogurte, o cigarro, o euro para a prenda do colega, o café porque não tem moedas para a máquina, enfim... Fala no presente mas agenda sempre para um futuro incerto.

 

Doninha: Seja qualquer for a estação do ano é fácil reconhecer que a sua relação com a banheira, o sabonete e o desodorizante não é a melhor. Pasta e escova de dentes também são de uso esporádico. À falta de evidências olfativas há sempre as visuais: a roupa também não gosta de ir à máquina.

 

Sabichão: O seu nome do meio é Tenho-A-Mania, sabe tudo e é dono da verdade, sobrepõe a todo o custo a sua opinião pois acha que está num nível muito acima. Quando o contrariam, a fúria é possível mas com mais regularidade opta pelo amuo.

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