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3 Pontos de Vista

S.I.C. - Sobressaltos, Impasses e Contingências

Não se trata de elencar as possibilidades semânticas destas três palavras, quisemos apenas, adorná-las como se de um acessório se tratassem. Por vezes vestimos as palavras e as palavras vestem-nos a nós. E como, em comum, gostamos de as juntar, despimos aqui a intenção de tornar cada uma delas um modelo exclusivo do nosso armário dos desabafos!

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LOLA - Contingências

Porque as dúvidas não te deixam avançar, porque a incerteza gera medo e o medo retranca a ação.

Dúvidas todos temos e medos ainda mais, mas o que te prende não te deixa voar, não te deixa sentir.

A vida é desenhada de momentos, momentos que geram histórias e histórias que trazem e levam pessoas. Se no final as narrativas foram boas ou más, isso não importa. Importa que o fizeste, que estiveste lá, que deste o passo mesmo que depois tenhas batido de frente com o que não esperavas. E se não o tivesses feito? Não saberias! Foste, ganhaste coragem e arriscaste… só isso já faz valer a pena. Saíste da tua zona de conforto em direção ao desconhecido, sem conhecer a tua e a estratégia do outro. Se falamos de relações amorosas? Se falamos de trabalho? Não sei se isso importa realmente?! Importa é sentires que agiste, que tiveste uma atitude e que acima de tudo te superaste.

Somos definidos pelo que fazemos em conformidade com aquilo que somos, por isso deixai acontecer as coisas da forma que elas quiserem, mas serás sempre dono de apenas te deixares levar pela maré, ou remares para o que realmente te faz feliz. O que te faz feliz é estar em alto mar? O que te faz feliz é estar em terra? Ou gostas apenas de andar à deriva? Não interessa. Estou bem assim e é assim que quero. HOJE quero isto!... amanhã talvez não.

As contingências estacam as emoções e as reações à realidade que queremos e(ou) não, conhecer. Deixa que a vida te desenhe às circunstâncias, pára de te vedares às emoções!

 

KIKI – Sobressaltos

São os fantasmas do passado que renascem no presente, seja em aparição virtual, em confissões presenciais ou em partilhas emocionais.

É a dúvida do presente. De um presente que balança na incerteza de estagnar e passar a passado; ou de avançar e caminhar para um futuro. Um presente que se sente, mas que se prende!

É o desejo de um futuro! De um futuro desafiante, que contará sempre com a evolução associada a estes sobressaltos de tempos experienciados e vividos na sua plenitude.

Há fases em que não se passa nada, outras que se apresentam como verdadeiros tsunamis!

Há dias em que tudo flui, outros em que a barragem fecha e tudo fica retido!

Há horas de bloqueio absoluto, seguidas de minutos em alta voltagem!

Em sobressalto emocional apetece falar de tudo, mesmo que seja para não dizer nada. Apetece verbalizar, com mais ou menos sentido, sem juízos de valor ou grandes opinanços, até porque “amanhã” tudo estará mais claro.

Hoje é um desses dias! Dia de desabafo 3PV! Dia de sobressalto - e não pensem que é TPM, porque não – é apenas um dia de turbilhão emocional!

Se é assim porque sou mulher?!?! Talvez! Mas também não é isso que me(nos) dá uma graça?! O facto de viver(mos) tudo tão intensamente?!

Cada sobressalto um desafio, uma experiência, uma aprendizagem… uma oportunidade de reter algo que terá reflexo num futuro próximo.

 

DUDA – Imprevistos

O que não se pode prever, o que sai fora de controlo. Gosto de ser posta à prova, de testar a minha tenacidade e assim manifesto – “abaixo o enfadonho e o tédio!”. Pode ser um salto de um sapato que se enfia onde não deve, ou um furo no pneu que eu não sei mudar. Pode! Não me importo de ir descalça o resto do caminho e ainda sei lançar o charme de donzela em perigo que valoriza a agilidade masculina.   

Mas o inusitado por vezes instiga o tropeção: “ Mãe, as minhas calças romperam-se, achas que me podes comprar outras este fim-de-semana?”/ “Querida, por ser para ti, pelo arranjo (do carro) pagas só trezentos euros”/ ”Pois é! Vamos ter que por uma coroa. Já devia saber que não pode comer amêndoas.”/ “Olhe que a máquina (roupa) já não vale o arranjo.”.

E lá se vai (quase) com o nariz ao chão. Já há muito que deixei de ter margem para tropeçar no(s) imprevisto(s).  Mistura-se o cansaço com o sentimento de impotência, num desassossego por vezes amargo. Resta levantar, sacudir a autoconfiança e como escreveu Fernando Sabino “Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!”. 

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