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3 Pontos de Vista

Diz-me a que cheiras, dir-te-ei quem és!

Um perfume não é simplesmente um cheiro. É o resultado de uma "alquimia" complexa, por isso aqui fica um resumo.

Classificam-se por famílias olfaltivas e as notas das fragrâncias usadas, numa pirâmide. Também somos o que cheiramos e quantas vezes não muda o "mood" depois de pormos o nosso perfume ou após cheirar outro, que não o nosso, no corpo de alguém de quem gostamos. 

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Perfume Amadeirado
(elegância e vibrante)
Perfume Aromático (ousadia e exuberância)
Perfume Cítrico (frescura e energia)
Perfume Floral (romance, delicadeza e feminilidade)
Perfume Fresco (suavidade, calma e frescura, o típico "cheiro a lavadinho")
Perfume Frutal (vitalidade, espontaneidade e modernidade)
Perfume Oriental (sensualidade e mistério)

 LOLA, as escolhas para um jantar a dois...

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 KIKI, as escolhas para uma ocasião especial...

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 DUDA, as escolhas para a primavera/verão...

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Ainda vou...

Porque de uma Bucket List não têm que fazer parte as coisas que queremos fazer antes de morrer…mas sim, aquilo que queremos fazer hoje, amanhã, no próximo ano, com quem e onde, sem pensarmos quando será a altura certa.

 

LOLA

- Viajar pela Ásia durante um mês
- Fazer Skydiving
- Fazer um safari africano
- Fazer voluntariado em países subdesenvolvidos
- Ser mãe
- Conduzir na Route 66
- Beijar à chuva
- Aprender uma língua difícil
- Visitar o parque natural Skaftafell, na Islândia
- Fazer parte do elenco de um filme de ação
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 KIKI

- Conhecer New York
- Saltar de para-quedas
- Voar num balão de ar quente
- Fazer um cruzeiro
- Calçar uns Christian Louboutin
- Tirar a carta de mota
- Viajar pelo Oriente
- Namorar em Veneza
- Usar um vestido de noiva
- A gravidez e a maternidade

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DUDA

- Viajar pela Europa
- Ir ao Japão
- Ler todos os livros que deixei a meio
- Voltar a estudar, só pelo prazer de aprender
- Escrever um livro técnico
- Tirar um curso de cinema
- Aprender dança contemporânea
- Aprender a tocar piano
- Ter um cão (ou dois)
- Fazer voluntariado

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Sugestão de filme:

 

Fashion "weak"

O que vestimos revela de nós, até aqui nada de novo. Mas quantas vezes olhamos para o guarda-roupa e não apetece nada porque a vontade era ter diferente.

Pois... é que existem dois tipos de guarda-roupa, o possível e o que gostaríamos de ter, como em tantas outras coisas... Lembram-se de alguma? Não se pense com isto que os trapos geram angústia, não é disso que se fala, digamos que apenas é aborrecido perceber que o (bom) gosto nem sempre é um aliado dos euros e vice-versa. Ou se tem ou não se tem…e no caso dos euros, se tivéssemos... Saberíamos escolher bem e para todos os gostos!

 

LOLA

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1,2 e 3 - Nicholas K , http://nicholask.com

 

KIKI

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1 - Michael Kors, http://www.michaelkors.com  2 - Vera Wang, http://www.verawang.com  3 - A.L.C, http://alctd.com

DUDA

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 1, 2 e 3 - Fendi, http://www.fendi.com

 

 

Work hard, Play hard!

LOLA

Sempre gostei de praticar desporto apesar de a preguiça às vezes falar mais alto. Mas desde há dois anos para cá que me voltei a focar na prática de exercício físico e naquilo que pretendia dele.

A mais recente descoberta foi o Freecycle (indoor) e atirei-me para a modalidade após o convite repentino de um professor, no Holmes Place e movida pelo entusiasmo da Kiki que já praticava. Hoje sinto-me como que a ficar viciada. É divertido, libertador, desafiante, envolvente e, acima de tudo, ótimo para trabalhar a parte cardiovascular à qual me dedicava menos no meu treino habitual, mais centrado na musculação.

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A musculação em máquinas apareceu desde o início da minha vida no ginásio, pois o objetivo sempre foi ganhar forma física. Informada pelos que percebem da coisa, realmente a musculação é a atividade que mais resultados oferecia para quem tinha os meus objetivos.

Mas não é um pouco chato?! Estar ali sozinha sem falar com ninguém? Não!...1,2,3…ponho os meus fones e estou concentrada em mim e nos meus objetivos. No fundo, o momento ginásio, é um momento para mim. Sim… porque aos 20’s também preciso de momentos meus!

 

KIKI

Nunca fui uma aficionada do exercício físico, mas é verdade que esta foi uma das surpreendentes descobertas dos 30’s. Foi com a chegada aos 30 que decidi iniciar a prática de exercício inscrevendo-me no Solinca, e funcionou!

Sou fã de aulas de grupo e as modalidades de eleição são o RPM e o ZUMBA. Ambas modalidades muito enérgicas, que são praticadas com uma seleção de músicas altamente estimulantes.

Com o RPM, um treino cardiovascular muito intenso, sinto que tenho vindo a evoluir no que respeita a resistência respiratória/pulmonar, força e tonificação de pernas, para além do elevado gasto calórico de cada aula. Não podia deixar de destacar aqui os instrutores Ricardo (Solinca Colombo) e Sónia (Solinca Oeiras), que dão alma à modalidade.

Na ZUMBA a sensação é mais feminina, é de ritmo, de movimento, de energia, de curvas, de sensualidade, de inspiração… tudo de forma muito divertida e com elevado gasto calórico também. A Carla (Solinca Oeiras) é uma inspiração em palco, motivando muito as participantes.

Mais do que tudo isto, sinto que a prática de exercício faz realmente muito bem à mente. É o momento em que não penso em nada, me abstraio de tudo o que fica de fora daqueles estúdios. É como se diz: “Corpo são, mente sã”!

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DUDA

O exercício começa quando se contraria a inércia. Depois há que fazer qualquer coisa que implique mexer e agitar o corpo e a mente. Mas não pode ser uma coisa qualquer, nada de abanar rabos ou pulos, muito menos com música ranhosa. Aos 40's já podemos ser seletivos. Assim a escolha divide-se harmoniosamente...

 Tudo em equilíbrio, completo e desafiante - Body Balance - um mix bem conseguido de tai-chi, pilates e yoga - o melhor! Chill-out predomina como banda sonora. Sozinha nunca porque importa ouvir quem sabe o que faz - Patricia a minha preferia do Solinca

Quando apetece aliar a resistência à força - Body Pump - uns minutos em que se trocam os sacos das compras do supermercado por uns pesos coloridos numa barra horizontal que desafia as fragilidades da delicadeza feminina, ao som dominante do rock a música é energética e o professor corresponde - Ricardo o meu preferido do Solinca

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 E para vos inspirar...

It's coffee time!

Lola...

Café…a sério à hora de almoço, “escorrido” e sem princípio de manhã e à tarde.
Não costumo pedir pau de canela, mas se vier é bem-vindo. Normalmente uso adoçante, mas se vier o açúcar, dificilmente mando para trás. Evito beber à noite, principalmente ao domingo.


Kiki...

"Primeiro estranha-se, depois entranha-se!", foi assim que Fernando Pessoa descreveu a Coca-cola e foi assim que iniciei a minha relação com o café.
Gosto dele cheio e puro - sem açúcar ou adoçante - mas o pau de canela é bem visto. Delta, de preferência!

Duda...

O melhor é o primeiro do dia, mesmo que não seja de manhã. A chávena é fria e o pacote de açúcar é inteiro. Dois goles e o dia começa!

 

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No Ginásio a desafiar o Newton!

Aproveitando um jogo de sedução entre a Kiki e o Holmes Place, despoletado pela Lola que já é sócia deste ginásio, lá fomos as 3 para um “Programa 3PV”. O dia escolhido não podia ter sido mais acertado, pois todas tínhamos tido um dia bem recheadinho de “suga-energias”.


Lola e Duda saíram a correr do trabalho, Kiki vinda de uma fugidia visita ao dentista (sim, aos 30’s os dentes já partem), rumo ao momento que iria salvar o dia. O conceito definido era um programa zen, iniciar com uma aula de anti-gravity, seguida de um momento de jacuzzi e banho turco.


O Anti-gravity, uma estreia para todas, foi sentida pelas 3, de 3 perspetivas diferenciadas obviamente. Uma mais aventureira, outra mais cautelosa e a outra mais integrada, como vão poder perceber pelos 3 Pontos de Vista relatados. Mas, antes disso, e porque este é também um espaço informativo, uma breve explicação do que é esta modalidade:

Anti-Gravity é a mais recente tendência do treino em suspensão! Citando a explicação apresentada no site do Clube que nos recebeu – Holmes Place do Parque das Nações - “A chave é o pano que é utilizado durante a prática, que atua como sistema de apoio. O AntiGravity® proporciona um treino que permite alongar e fortalecer os músculos sem sobrecarregar as articulações ou comprimir as vértebras.” e “Tem duas vertentes, uma mais holística e inspirada nas técnicas do yoga, e uma vertente mais fitness, onde o objetivo é tonificação muscular.”.


Seguiu-se o momento de jacuzzi e banho turco que, tendo sido obviamente relaxante, nos apraz fazer alguns comentários e citações. Foi notória uma rebeldia, esta transversal às gerações, de tentarmos escapar sem utilizar a horrorosa touca que nos obrigam a enfiar na cabeça nestes sítios. Ainda borbulhámos no jacuzzi durante uns minutos, até nos terem dado um “ralhete”, sendo que ficou a dúvida se o o verdadeiro motivo do ralhete seria realmente a ausência de touca ou o excesso de animação. Bem, também foi na hora certa, pois o Ponto de Vista dos 40’s considerava “que já estávamos a cozer” (by Duda). Teimosinhas, como qualquer mulher, também não fomos colocar a touca, fomos sim animar o banho turco, onde não aguentámos muito tempo, pois a gestão entre a dificuldade em respirar, a vontade de rir, a excessiva animação e a expulsão de tabaco que o corpo da Duda estava a fazer, não foi possível e tivemos que nos render e retirar, não estivéssemos a correr o risco de ser expulsas e deixarmos a Lola mal vista e com uma crise de arrepios de vergonha alheia.


Entre experiências partilhadas e muitas gargalhadas, interessa perceber como cada Ponto de Vista viveu e sentiu esta nova modalidade.

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Lola…

Se a Pink, a Gwyneth Paltrow e a Chelsea Handler fazem e recomendam, porque é que não hei-de experimentar?...


Pronto…quando dou por mim, lá estou eu em cima de um “lençol” pendurada a baloiçar…que apesar de ainda estar nos 20’s já não o fazia há algum tempo…o rabo começa a ganhar forma e a deixar de caber nos baloiços e portanto essa é toda uma realidade que desaparece da nossa infanto-adolescência.


O Anti-Gravity antes de mais não se faz com lençol nenhum, trata-se de uma faixa de tecido de seda que serve de sistema de apoio. Não posso negar que assim que caio em mim e que percebo que realmente estou na aula, que comecei a ficar um bocado preocupada…no fundo a aula consiste na minha relação com aquele bocado de tecido no qual a professora do Holmes Place me quis convencer a confiar nele. “Não me inspiras confiança nenhuma!”, penso logo para mim a franzir o nariz…mas mais 10 minutos, já o tratava por tu e já me mandava para ele de braços abertos. É sem dúvida uma aula diferente, pelo menos diferente do que estou habituada a fazer. Senti-me leve, descontraída, a divertir-me e acima de tudo, como pediu a professora no início da aula, a esquecer-me das agitações do dia-a-dia no trabalho.


É portanto uma aula que eu recomendo, que acredito que feita com alguma regularidade, pode melhorar e muito a nossa condição física e mental.


Antes de me ir embora do ginásio, ainda houve tempo para um jacuzzi e um banho turco, e o mais interessante desta última experiência é perceber que se vais com amigas para estes espaços, o mais provável é não conseguires relaxar.

 

Kiki…
O contexto era, para mim, um dos que mais valorizo atualmente: amigas, partilha, experiências e convívio. Lá estávamos nós, para experimentar esta nova modalidade! O desafio de explorar o desconhecido e experimentar coisas novas é, efetivamente, algo que me desafia e entusiasma.


No início a sensação foi de estranheza e insegurança. À medida que íamos entrando na sala, alguns alarmes de receio do desconhecido tocavam na minha mente: “Como raio é que vamos fazer exercício suspensas neste tecido?”, “Este bocadinho de pano vai aguentar connosco?”, “O mais certo é alguém esbardalhar-se no chão”…


Apesar do sentimento de estranheza inicial, o espírito de leveza ia-se interiorizando rapidamente. A Ana – instrutora – com a sua voz serena, sorriso simpático e gosto genuíno pela modalidade, foi transmitindo segurança e vontade de “brincar” com o pano.


Quando dei conta, estávamos a balouçar. Quem me conhece, sabe que é algo que, sem grande justificação, me dá prazer, me faz regressar à infância e me transmite sensação de leveza e liberdade. E foi exactamente isso que senti nesta aula, leveza e liberdade! Leveza na mente e no corpo. Liberdade de movimentos, de pensamentos, de sentimentos.


A descoberta da capacidade de movimentos e posições suspensas, a coragem descontraída de ficar pendurada no tecido de pernas para o ar, de ficar supensa pela cintura com as pernas e os braços no ar, o “mergulho” para cima do tecido (este foi o mais difícil), permitiram-me adquirir mais confiança no meu corpo e controlo sobre o mesmo, para além de uma libertação efetiva da mente e de tudo o que se passava cá fora.


As aulas Mind & Body nunca são uma primeira escolha, mas sempre que as experimento fico com vontade de voltar e sinto que a nossa relação com o corpo pode efetivamente influenciar em muito a nossa mente.


Duda…
A maioria de nós escuta pouco o corpo. Quando somos crianças nem há como pensar nisso, quando a puberdade invade e nos obriga a perceber que o corpo muda, saímos da ignorância para acharmos que somos invencíveis, é o tempo de podermos tudo, excedemos, testamos limites. Logo de seguida corremos desenfreadamente à procura sabe-se lá do quê e voltamos a ser alheios a essa escuta, nessa altura não há tempo sequer. Só mais tarde aprendemos a ouvir. Porque também se escuta de dentro para fora. Geralmente é quando percebemos que já se impõe correr mais devagar e o corpo mostra que também é o lugar onde a consciência habita.


Agora já oiço muito mais o que vem de dentro, por isso interessa-me tudo o que me revele e me permita (re)conhecer melhor o meu corpo. Nesta variante sem gravidade, como bicho sem asas que sou, sem chão o receio misturou-se com algum entusiasmo. Inverte – converte - segura mas solta. Corpo sereno, por vezes desastrado mas introspetivo. Vale a pena experimentar – para mim um desafio zen, como se quer, que não há corpo que aguente muito frenesim!


E porque falar de corpo é falar de movimento e movimento pode ser dança e dança beleza. Uma mulher que seguramente soube como transformar em beleza a gravidade do corpo: Pina Bausch.